Antes de mais nada, gostaria de agradecer em particular a 06 pessoas especiais em minha vida, ao Brigadeiro Mauro Gandra, ex-Ministro da Aeronáutica e ainda hoje um homem ativo em nossa aviação, ao Brig. Kersul pelo seu exemplo de honestidade, imparcialidade, brasilidade, honrando assim as cores da FAB e de nossa Bandeira, ao Comandante Rocha, conhecido como Rock, ex- Safety da TAM, que sempre me mostrou o caminho certo e de imparcialidade quando se trata do tema “Segurança de Voo”, Ao Cmte. Carlos Camacho por sua luta diária e honesta pelo segurança dos aeronautas deste país, ao Dr. Elones que tem feito da PUC/RS uma refêrencia de qualidade de ensino no Brasil e fora dele, e também em especial ao Comandante Miguel Dau, ex-Diretor Operacional da Varig, ex- Vice-Presidente da Varig e atual Vice-Presidente Operacional da Azul pelo seu apoio e comprometimento com safety e com o ser humano acima de tudo, por ter sido um herói anônimo no caso do resgate do voo 1907 da Gol. Agradeço também a Azul Linhas Aéreas por dar a um profissional deste nível chance de fazer no Brasil uma aviação cada vez mais segura e de qualidade.
Existem alguns momentos e algumas vivências que são a síntese de toda a nossa tristeza e indignação diante de uma situação de caos ou completa perplexidade diante do que fazer e de como seguir em frente apesar de tudo.
Senti esta sensação em dois momentos distintos, mas igualmente marcantes, ao visitar e tentar falar com familiares de vitimas de acidentes do voo 1907 da Gol e do voo JJ 3054 da TAM.
No Caso da Gol foi ao me encontrar com a Sra. Neusa Felipetto, viúva do Eng. Valdomiro Henrique Machado, falecido no acidente do voo 1907. Sua casa na época era o seu retrato interno, onde existe uma mistura de tristeza e equilíbrio, solidão e sobriedade. Meu Deus como foi difícil não chorar.
O outro momento igualmente marcante foi ao ligar pela primeira vez para o professor Dario, Presidente da Associação de Vitimas do Acidente do TAM JJ 3054, na época quem atendia a secretaria eletrônica era a voz de sua filha, falecida no acidente, fiquei pensando o que levou o Dario a tomar tal posição, e cheguei à conclusão depois de conhece-lo em Porto Alegre, que foi um ato de extrema coragem e bravura, para lembrá-lo a cada dia de seu compromisso com a verdade e com a luta por uma aviação e um Brasil mais sério e mais digno, foi impossível não chorar baixinho na alma. Impossível não pensar que regras continuam a ser desrespeitadas e que burocratas administram nossa aviação.
Não sou especialista em Segurança de voo, mas sou documentarista de aviação civil e militar há mais de 15 anos, em função desta paixão e trabalho conheço inúmeros especialistas em Segurança de Voo e Security, da área civil e militar, quero ouvi-los, dar-lhes voz, pessoas credenciadas e respeitadas em todo o mundo.
A copa do mundo está ai, as olimpíadas também, novas soluções foram tomadas, uma Secretaria com “status” de Ministério foi criada, aeroportos estão sendo privatizados, ou seja boa vontade existe, mas fica a pergunta, como será administrada a segurança de voo neste País, por que profissionais fundamentais de nosso país não estão entre os executivos deste novo sistema. Segurança não pode ser uma questão política, nunca, sob pena de pagarmos muito caro por isto...
Temos sim, um dos países mais seguros do mundo para se voar, esta semente foi plantada pela Força Aérea Brasileira, isto porque contava e ainda conta com pessoas que vivem para voar e voam para viver... A formação da doutrina de um piloto da FAB começa aos 14 anos quando este ingressa na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, sendo complementada com o curso superior na Academia da Força Aérea, de onde recebem a formação de piloto militar. Vamos então ao longo do caminho discutir estas questões fundamentais e ouvir de pessoas diretamente ligadas a “Segurança de Voo” questões a serem solucionadas e outras a serem trabalhadas.
Seja bem vindo e até a próxima...
Evangelista
http://www.hangart6.com.br/
Brasília, setembro de 2011.
ResponderExcluirParabéns João,
Você e toda a sua equipe deste nobre projeto, merecem o mais valoroso reconhecimento. A Aviação Brasileira agradece; e Eu também !
Sucessos em sua árdua jornada !
Att
Djalma Santos
Caro Evangelista:
ResponderExcluirTentei colocar meu comentário no seu blogspot, mas, não consegui porque sou meio "barbeiro" no computador.
Assim, espero que você o coloque lá nos termos abaixo:
"Ok! Parabens pela iniciativa, caro João! Aficcionado que sou pela aviação há mais de quarenta anos, e como supostamente estamos num regime democrático, posso dar meus "pitacos" a respeito da mesma. Já fui passageiro de DC3, DC4, Dart Herald, Avro, Viscount, Boeing e Airbus, além do Paulistinha P-56 que voei como aluno e dos Cessnas e Pipers que voei “de saco” (carona). Como vivemos numa época de "achismos" (todo mundo está sempre "achando" algo sobre qualquer coisa), também tenho o direito de ACHAR. Assim é que ACHO que as companhias aéreas no mundo inteiro, particularmente as do terceiro mundo, agora apelidado de "em desenvolvimento", "emergente" e outras bobagens, estão mais preocupadas com o lucro do que com a segurança. ACHO que elas exaurem a capacidade física e psicológica de seus tripulantes, fazendo-os voar além dos limites prescritos, remuneram muito mal os profissionais desse setor, contratam co-pilotos com duzentas ou trezentas horas de vôo, interpretam as normas de manutenção de maneira a só as realizarem no último dia do prazo, ou suprimí-las, e por aí vai. Já voei em avião com apenas uma das luzes de navegação acesa, assim como já presenciei avião de carreira decolar de aeroporto de grande porte com a mesma irregularidade. Já ouvi trem de pouso de Airbus baixar e levantar com ruído semelhante ao de um "carro de bois" (quem é do nordeste sabe muito bem como é aquele ruído), da mesma forma que já observei apenas um ou dois spoilers de Boeing levantarem quando o trem de pouso tocou o solo. Há uns anos atrás, vi turbina de 737 vazando óleo no pátio de estacionamento, enquanto os passageiros embarcavam, e o CMT dizer: não tem problema, não; dá prá voar assim mesmo. Tudo indicava que o medo daquele augustiado CMT de perder o emprego superava o seu medo de uma pane em pleno vôo . Outra coisa: já desci em diversos aeroportos brasileiros sob as mais severas condições de tempo, com as asas do avião parecendo mais as de uma gaivota, de tanto balançar, fazendo pouso "duro", com a proa dançando para um lado e para o outro, quase saindo da pista. Dessas experiências, apenas em um caso (Aeroporto Pinto Martins) o CMT arremeteu para fazer uma nova aproximação. Pergunto: será que as empresas aéreas proibem ou ameaçam os CMTs que arremeterem ou alternarem para outro aeroporto, por gastarem mais combustível? Há uns seis meses atrás eu estava aguardando um vôo vespertino do nordeste para o sudeste do País, pois o meu vôo original houvera sido trocado. Aí, um cinquentão, comandante master de uma das nossas grandes empresas aéreas, acompanhado de uma comissária, sentou-se no banco às minhas costas e começou a dialogar com a sua colega. Disse ele: "Me mandaram um co-piloto que não sabe nada. Está zerado". Ao que a comissária disse: "Ah! Mas, não era "fulano" que iria voar? Ele retrucou: "Bem! Se fosse "fulano" menos mal; é meu aluno e já sabe alguma coisa". Dedução que tirei daquele papo: se o CMT “apagar” estaremos todos "no mato sem cachorro", ocuparemos as manchetes das TVs, jornais e revistas por vários dias, para, depois, tudo cair no esquecimento e a cena voltar a se repetir. É isso aí! Vamos torcer para que a SEGURANÇA AÉREA no mundo inteiro saia do papel e um dia seja LEVADA A SÉRIO, mesmo! É o que eu “ACHO”. Abraços, Humberto."
=(
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